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Imprensa nos Emirados, na Turquia, em Israel e na Grécia lê a eleição com foco na guerra do Irã e na relação com Israel

The National exorta Teerã à contenção, o governista Sabah vê o apoio a Israel derrotado nas urnas, Maariv e Kathimerini esperam um Congresso mais crítico.

Em vários países do Oriente Médio e arredores, a imprensa interpreta a eleição para o Congresso sobretudo pela guerra do Irã e pela relação dos EUA com Israel. A base são projeções segundo as quais os democratas conquistam o Senado e a Câmara dos Representantes. Ainda não há resultado final oficial.

Emirados Árabes Unidos: estabilidade antes da divisão. O jornal The National, de Abu Dhabi, escreve em editorial (4 de novembro, 14:08 CET) que o conflito com o Irã se tornou tema da política interna americana por meio do custo de vida: “military decisions abroad carry political consequences at home” (decisões militares no exterior têm consequências políticas em casa). Um Congresso democrata poderia dificultar dinheiro e respaldo para uma missão longa. Trump, porém, mantém grande influência, e não se deve esperar uma rápida mudança de rumo. Os países do Golfo deveriam continuar lidando de forma pragmática com os dois lados. A Teerã, o jornal dirige a advertência de não ler a pressão sobre Trump como um convite para explorar a divisão nos EUA ou para arrastar as negociações.

Turquia: acerto de contas com a política para Israel. O jornal governista Sabah estampa em 5 de novembro (05:00 CET) “ABD halkı İsrail'e desteği sandığa gömdü” (O povo americano enterrou o apoio a Israel nas urnas). Como razões para a derrota dos republicanos, a reportagem de Selçuk Eren aponta a proximidade com Israel, a guerra do Irã e a alta dos preços. Ela destaca vencedores da eleição que veem Israel de forma crítica, entre eles Abdul El-Sayed, em Michigan.

Israel e Grécia, reproduzidos na Turquia. O jornal Hürriyet (4 de novembro, 09:56 CET) resume vozes dos dois países. Segundo ele, o jornal israelense Maariv fala em um golpe duplo e estampa “Kaybeden sadece Trump değil” (Não é só Trump que perde). Muitos opositores da ajuda militar a Israel teriam sido eleitos para o Congresso, o que poderia inaugurar uma nova fase na relação com Washington. O jornal grego Kathimerini espera, segundo o Hürriyet, que os democratas limitem o presidente sobretudo pelo orçamento, busquem o fim da guerra do Irã e tratem Israel de forma mais crítica. Os artigos originais do Maariv e do Kathimerini não foram verificados diretamente aqui.

Em comum, as vozes veem a guerra do Irã como um motivo importante para o resultado. O tom é diferente: The National alerta para a instabilidade e exorta os dois lados à contenção, o Sabah avalia o resultado como uma rejeição a Israel. São os pontos de vista dos respectivos veículos. Outras vozes da imprensa estão em notícias, e o que o novo Congresso pode fazer a partir de janeiro está na linha do tempo.

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